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22 de outubro de 2015

Uma loucura não faz mal a ninguém

E mais uma vez, como todos os dias, a noite vence o dia e o sol se despede no horizonte espalhando beleza pelos céus. Mas nem tudo que vai embora pra longe, muito longe, nos deixa tão encantados como o pôr-do-sol. Principalmente se é o nosso amor que se despede de nossos braços e abraços – às vezes sem ao menos deixar-nos com o sabor de seus lábios nos nossos, e aquele perfume impregnado em nossa camisa branca.

Aí seu coração dispara. Você se lembra daquele beijo suave dado e recebido numa manhã de primavera. Belas flores e cores ornavam o caminho pelo qual vocês passavam, e a sensação de eternidade invadia a alma. Mas agora a palpitação é justamente pela eternidade que só foi eterna naquele instante que não volta mais.

E como num estalar de dedos parece que todas as músicas foram feitas para falar dessa dor que te invade: o locutor daquele programa de rádio entende muito bem o seu sofrimento; o cachorro da vizinha encosta em suas pernas e faz carinho com o focinho – até parece que ele vê a sua dor; a cidade toda forma casais, enquanto você agora está livre na pista; gatos se alisam na sua frente, papagaios e passarinhos se declaram para suas amadas com lindos sons enquanto você não mais tem a amada para se declarar.

É muita tristeza para uma única alma. É muito sofrimento para ser sofrido sozinho. Mas também não vale espantar seus próximos novos amores e ilusões com essa lamuria de um amor passado – passou, está passado.

Agora talvez seja o momento de você se tornar uma roupa na tábua de passar: use o ferro para tirar essas rugas e tomar aparência de novo, de limpo, de renovado. A saudade do sol termina quando ele ressurge do outro lado do horizonte e nos ensina que um caminho deve ser percorrido – mesmo que não saibamos qual; que devemos tomar novos rumos, caso contrário veremos apenas os fins, privando-nos do começo.

Pois a vida é mais ou menos assim, e quando menos esperamos é ‘quando o amor acontece e à gente logo se esquece que sofreu demais’. Aí os olhos se despertam e estamos prontos para uma nova loucura. Abrimo-nos ao novo, a novos horizontes com inicio meio e fim, e renovamo-nos para novos dias de boas lágrimas e sorrisos. Entender antigos problemas? Descomplicar casos passados? Pra quê?

Algumas coisas não precisam de solução; outras apenas necessitam serem vividas sem modificação; algumas devem ser apreciadas pela sua complexidade: a solução traria estranheza à beleza. O errado em certos momentos pode ser o certo, e vice-versa. Vivamos o belo da vida, mesmo que seja feio. Se a única certeza é a morte, morramos amando, isso porque uma loucura não faz mal a ninguém!