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22 de outubro de 2015

É conspiração do destino, amor

– Oi, tudo bem?

– Tudo, e com você?

– Ótimo! – ele falou dispensando um sorriso cheio de vontades. – Melhor agora te vendo. – ela ficou um pouco contraída ao ouvir a alegação assim de supetão.

– Que bom – respondeu meio que sem jeito.

– Eu acho que hoje é um dia muito especial!

– É mesmo?

– Sim! Repare só: se não for o destino eu não sei o que é, ou melhor, se não for ele não existe outro nome pra isso que está acontecendo senão “eu e você fomos feitos um para o outro”!

– Sei… – ela falou meio desconfiada, de testa franzida, mas também de olhos brilhantes, como que estava gostando da atitude.

– Tipo assim, eu poderia dizer que beberia o mar com um canudinho, ou que atravessaria o pólo norte naqueles shortinhos bregas. Certo, até poderia ser incrível. Talvez você me desse um beijo pela espontaneidade, pela graça, pela descontração. Mas não quero um beijo teu…

– Não…? – um sorriso de estranheza brotou no rosto dela. Já não entendia mais o que estava acontecendo. “É ou não uma cantada que eu estou levando? Ele estava ou não interessado em mim?”, perguntas que permeavam sua mente e até o momento não tinham respostas.

– Não quero um beijo teu. Quero todos! Já lhe disse, eu, você, este momento, tudo isso acontecendo, nossos olhos se encontrando, nossas bocas se aproximando, nossos corações palpitando mais fortes… Pra quê um beijo se podemos nossos oferecer todos? Porque viver somente o agora, se podemos transformar o agora em sempre? E pra quer querer lutar contra essa vontade de me dizer sim estampada nos teus olhos?

Ela já não tinha mais reações. Lutava contra o sim, tentava se afastar da vontade de agarrá-lo pelo pescoço, mas seu corpo emanava vontade. Desejava pular em seus braços, mas pensava se isso seria muito certo. Queria sentir mais de perto seu cheiro, mas alegou a si que essa seria uma aproximação sem volta. Seria entrega irreversível.

– Te prometo segurança nos teus momentos de dúvidas, calor nos dias frios e a brisa suave nos de calor para balançar o teu cabelo. Prometo-te sorrisos sinceros, abraços apertados, alguém em quem você possa sempre contar. Prometo-te serenatas de amor, mas perdoe-me pelas desafinações, ou pelo violão está faltando alguma corda. Prometo ser apenas eu, todo seu. Prometo-te ter sempre um lenço a mão pra quando você chorar, e a música certa pra te consolar, ou no mínimo um abrigo aonde você possa sempre se esconder, fazer morada, se instalar. Garanto-te que nenhum chocolate será tão bom se não for degustado ao teu lado, dividido contigo. Sim! Prometo dividir contigo o brigadeiro, o sonho de valsa, o diamante negro, chokito, laka, prestígio, batom e porque não o bis. Prometo não te acorda cedo aos domingos, assistir filmes até tarde no sábado, fazer das nossas sextas uma festa. Prometo-te o a tranqüilidade de um furacão e agitação de uma brisa.

– Eu acho…

Ele não esperou ela terminar a frase. Seus olhos já clamavam o pedido. Era algo como “cale essa boca e me beije”. Ele já tinha entendido, mas resolveu não ser previsível. Agiu pelos seus instintos, esperou a vontade se intensificar e tornou aquele momento, aquele em o destino, ou, seja lá como podemos chamar, preparou pra algo em que de “apenas um momento” poderíamos chamar de “para sempre”.